Arquivo mensal: maio 2011

Listas: Recordes de bilheterias dos anos 80 nos EUA

A década de 1980 em Hollywood é marcada por investimentos de peso no cinema norte-americano: os filmes são lançados com uma grande campanha de marketing e, de preferência, em feriados prolongados. O público-alvo são os adolescentes, sendo que a molecada de 12 a 20 anos foi responsável por 48% das bilheterias do período. E os heróis são bastante variados e para todos os gostos – de Luke Skywalker a… Roger Rabbit! Confira os dez filmes com as maiores bilheterias dos anos 80 nos EUA.

#10 Top Gun – Ases Indomáveis (1986) – direção de Tony Scott

#9 Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) – direção de Robert Zemeckis

#8 De Volta Para o Futuro (1985) – direção de Robert Zemeckis

#7 Batman (1989) – direção de Tim Burton

#6 Os Caçadores da Arca Perdida (1981) – direção de Steven Spilberg

#5 Rain Man (1988) – direção de Barry Levinson

#4 Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) – direção de Steven Spilberg

#3 Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca (1980) – direção de Irvin Kershner

#2 Guerra nas Estrelas: O Retorno de Jedi (1983) – direção de Richard Marquand

#1 ET, O Extraterrestre (1982) – direção de Steven Spilberg

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Trilha Sonora: Stuck in the Middle With You | Cães de Aluguel

Quentin Tarantino: ele também entende de música

Quentin Tarantino: ele também entende de música

Quentin Tarantino é muito meticuloso para escolher as músicas de seus filmes. Tanto é verdade que existem várias coletâneas só com as canções preferidas do diretor. Nesta cena do filme Cães de Aluguel (1992), Tarantino faz da música uma  personagem extra na cena. “Stuck in the Middle With You” é da banda inglesa Stealers Wheel e foi lançada em 1973. Confira!

Première: Novo filme de Almodóvar – La Piel Que Habito

Almodóvar: La Piel Que Habito

Almodóvar: La Piel Que Habito

Com exibição em Cannes na semana passada, “La Piel Que Habito” ou “The Skin That I Live In”, novo filme de Almodóvar, foi recebido de forma entusiasmada pelo crítico Matt Holmes, do Obsessed With Film.

O roteiro é um pouco estranho, mas vamos lá. Antonio Banderas interpreta o cirurgião plástico Robert Legard. Sua esposa se suicidou após um acidente de carro que a deixou com o rosto deformado. Então, ele começa a desenvolver um tipo de pele artificial muito resistente, impenetrável até para… picadas de mosquito. É preciso testar o novo experimento – e então entra a bela atriz Elena Anaya para ser sua cobaia.

O que Holmes não menciona – talvez por razões anti-spoiler – são as tramas psicológicas do filme. Devo dizer que fiquei um pouco apreensiva com essas características de filme B descritas pelo crítico. No entanto, não quero avaliar de forma precipitada, mesmo porque o diretor sempre me surpreendeu positivamente. Confira abaixo o trailer de “La Piel Que Habito”, sem título nem estreia prevista no Brasil.

Jump Cut: Filme de Terrence Malick ganha Palma de Ouro em Cannes

Terrence Malick: vencedor da Palma de Ouro em Cannes

Terrence Malick: vencedor da Palma de Ouro em Cannes

O diretor norte-americano Terrence Malick ganhou a Palma de Ouro em Cannes no último domingo pelo filme “The Tree of Life”. A película tem duas grandes estrelas no elenco – Brad Pitt e Sean Penn – e gira em torno da vida de três irmãos nos anos 1950. Eu, particularmente, nunca tinha ouvido falar do trabalho de Malick mas, fazendo uma rápida pesquisa, vi que ele foi um dos roteiristas do filme “Além da Linha Vermelha”. Para você que também desconhece o diretor, seguem abaixo trailers de alguns filmes feitos pelo novo campeão de Cannes.

The Tree of Life (2011)

O Novo Mundo (2005)

Cinzas no Paraíso (1978)

Terra de Ninguém (1973)

Estrela do Mês: Músicas com Marlon Brando #2

Marlon Brando: homenagem recebida na capa do Sgt. Peppers

Marlon Brando: homenagem recebida na capa do Sgt. Peppers

Marlon Brando é uma referência para muitos atores, mas também para… músicos! Veja abaixo quem já citou o artista em suas canções:

It’s Hard to Be a Saint in the City, Bruce Springsteen (1973)

“I could walk like Brando right into the sun, then dance just like a Casanova
With my blackjack and jacket and hair slicked sweet”

China Girl, David Bowie (1977)

“I’m feelin’ tragic like I’m Marlon Brando
When I look at my China Girl”

Pocahontas, Neil Young (1979)

“And maybe Marlon Brando
Will be there by the fire
We’ll sit and talk of Hollywood
And the good things there for hire
And the Astrodome
And the first tepee
Marlon Brando, Pocahontas and me
Marlon Brando, Pocahontas and me
Pocahontas”

Goodbye to Marlon Brando, Elton John (1988)

“Say goodbye to loneliness, say goodbye to Marlon Brando”

American Horse, The Cult (1989)

“Riding on a pony
Riding against the wind
And in came Brando
And he told it like this”

We Didn’t Start the Fire, Billie Joel (1989)

“Rosenbergs, H-Bomb, Sugar Ray, Panmunjom
Brando, ‘The King and I’ and ‘The Catcher in the Rye'”

Vogue, Madonna (1990)

“Greta Garbo and Monroe
Deitrich and DiMaggio
Marlon Brando, Jimmy Dean
On the cover of a magazine”

Cinema, Ice MC (1991)

“Sylvester Stallone (Oooh!)
Peter Cushin (Oooh)
Marlon Brando (Oooh)
And James Dean (Yeah)”

Eyeless, Slipknot (1999)

“You can’t see California without Marlon Brando’s eyes”

Advertising Space, Robin Williams (2005)

“I saw you standing at the gates
When Marlon Brando passed away
You had that look upon your face
Advertising space”

Estrela do Mês: Marlon Brando #1

"The only thing an actor owes his public is not to bore them."

"The only thing an actor owes his public is not to bore them."

Estrela do Mês: Alfred Hitchcock #3

"A duração de um filme deveria estar diretamente relacionada à paciência da bexiga urinária humana."

"A duração de um filme deveria estar diretamente relacionada à paciência da bexiga urinária humana."

As melhores… aberturas de filmes

Todo mundo já sabe: sempre que um filme começa surgem os créditos iniciais com o nome dos atores, do diretor e da própria película. É aquele terceiro sinal – quando você está em casa – pra correr e finalizar a pipoca e colocar um belo refil no seu copo. Mas alguns diretores optam por usar esse espaço para que você já se familiarize com a história, ou mesmo para apresentar o elenco de uma maneira diferente. Confira algumas das melhores… aberturas de filme.

O Senhor das Armas (2005) – Música: Buffalo Springfield – For What It´s Worth (1967)

A Primeira Noite de um Homem (1967) – Música: Simon & Garfunkel – The Sound of Silence (1966)

Apocalypse Now (1979) – Música: The Doors – The End (1967)


Jump Cut: Curtas baseados nos filmes de Stanley Kubrick

Stanley Kubrick na Cinemateca Francesa - até 31 de julho

Stanley Kubrick na Cinemateca Francesa - até 31 de julho

Por conta da exposição relacionada a Stanley Kubrick, a Cinemateca Francesa lançou um concurso no Daily Motion para premiar curta-metragens baseados na obra do diretor norte-americano. Os vídeos podem ser feitos em animação, 3D, ficção e experimental, entre outras modalidades. Apesar de a competição ser apenas para os internautas franceses, o público pode votar até 31/05 em suas produções preferidas clicando no canto superior esquerdo do player. Veja abaixo o ranking dos cinco mais votados até o momento:

1# | 666 votos

#2 | 605 votos

#3 | 557 votos

#4 | 556 votos

#5 | 429 votos – O melhor entre os cinco, na minha opinião

Mas para mim quem deveria ganhar é a animação abaixo, de MartinWoutisseth. Fantástica.

Jump Cut: Woody Allen e Machado de Assis

Machado de Assis: tão bom que até o Woody curte

Machado de Assis: tão bom que até o Woody curte

Acredite se quiser: Woody Allen foi convidado pelo The Guardian para falar um pouco sobre os livros que tiveram mais impacto em sua carreira de diretor e comediante. Na lista, JD Salinger, SJ Peralman e… Machado de Assis! O autor brasileiro foi citado por conta de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” que, em inglês, tem o título de “Epitaph of a Small Winner”. Segue o comentário de Woody:

“I was shocked by how charming and amusing it was. I couldn’t believe he lived as long ago as he did. You would’ve thought he wrote it yesterday. It’s so modern and so amusing. It’s a very, very original piece of work. It rang a bell in me, in the same way that The Catcher in the Rye did. It was about subject matter that I liked and it was treated with great wit, great originality and no sentimentality.”

Confira a reportagem completa no site do The Guardian.